Escolha uma Página

As principais abordagens da Psicologia e como escolher a melhor para mim

Conheça mais sobre as abordagens Psicanalíticas e outras:

Decidir fazer terapia pode ser um processo complexo, especialmente quando há muitos preconceitos e informações equivocadas circulando sobre o assunto. Para aproveitar ao máximo a psicoterapia, é importante buscar informações, conversar com profissionais e entender qual abordagem pode ser a melhor opção para tratar suas questões.

A escolha do psicólogo certo é fundamental para que você possa sentir o progresso ao longo do tempo. Para ajudá-lo nessa jornada, elaboramos um conteúdo com linguagem mais acessível que irá guiá-lo através das principais abordagens da psicologia. Boa leitura!

 

O que são abordagens da psicologia e por que são importantes?

Antes de discutir as principais abordagens da psicologia, é importante entender o que esse conceito significa.

Toda abordagem na psicologia é baseada em uma teoria que guia o trabalho do psicólogo com o paciente durante as sessões de terapia. Cada abordagem tem uma perspectiva única sobre como compreender os indivíduos, suas questões e como eles se relacionam com o mundo. É importante destacar que não há uma abordagem melhor do que a outra – elas são simplesmente diferentes.

 

Por que é importante conhecer as diferentes abordagens na psicologia?

É fundamental compreender as principais abordagens da psicologia para ajudar na escolha da melhor linha teórica que irá atender às necessidades de cada indivíduo durante as sessões de terapia.

Além de se informar sobre as diferentes abordagens, é necessário ter uma conversa inicial com o psicólogo para esclarecer dúvidas, conhecer sua abordagem e as técnicas terapêuticas utilizadas. É igualmente importante sentir uma conexão com o profissional, uma vez que ele irá acompanhar o paciente por um período prolongado, orientando-o através de um processo profundo e muitas vezes desafiador.

 

Quais são as abordagens mais comuns na psicologia?

A seguir, apresentaremos as principais abordagens na psicologia para ajudar a entender melhor como cada uma delas atua. Vale ressaltar que, para tomar uma decisão mais precisa, é importante conversar com profissionais da área e experimentar até encontrar o psicólogo que melhor atenda às suas necessidades.

 

Psicanálise de Freud

A psicanálise de Freud é uma abordagem da psicologia criada por Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise e fundador da primeira escola vienense de psicoterapia. Sua abordagem se concentra em relacionar o sofrimento psíquico do paciente com emoções reprimidas do passado que não foram esquecidas.

Freud introduziu conceitos importantes, como o ID, ego, superego, recalque e sublimação. A psicanálise é conhecida por ser um processo mais longo e introspectivo, que utiliza a cura pela fala para explorar o inconsciente do paciente e interpretar seus sonhos.

Durante as sessões, o psicólogo geralmente tem pouca interferência e permite que o paciente fale livremente sem interrupções. O divã é um mecanismo comum utilizado por alguns profissionais para ajudar o paciente a se sentir mais à vontade e evitar qualquer julgamento que possa ocorrer ao falar enquanto olha para o psicólogo.

 

Psicanálise Winnicottiana

A abordagem desenvolvida por Donald Woods Winnicott enfatiza a relação entre mãe e filho, mas difere da linha freudiana ao considerar a pluralidade de “presenças” que a mãe pode ter na vida de seus filhos e como o ambiente influencia esse relacionamento.

A teoria de Winnicott parte do pressuposto de que os seres humanos nascem “desintegrados”, mas com potencial para integração. Ou seja, nascemos como um conjunto de pulsões e instintos desorganizados que, quando organizados e integrados, fornecem condições para que o indivíduo se perceba como tal e interaja com o mundo.

Um dos principais conceitos dessa abordagem diz respeito ao desenvolvimento emocional da pessoa, que está relacionado ao amadurecimento do ser humano em três etapas.

Uma sessão de terapia orientada pela psicanálise winnicottiana tem começo, meio e fim. Espera-se que o paciente fale mais do que o terapeuta, mas há diferenças em relação a Freud e Lacan, pois inclui devolutivas. Isso significa que, após a fala do paciente, o terapeuta costuma resumir o que foi compreendido e onde se chegou com tudo o que foi abordado durante a sessão, para então fazer apontamentos.

 

Psicanálise Lacaniana

Jacques Lacan, um psicanalista francês, desenvolveu a psicanálise lacaniana ao combinar a abordagem de Freud com filosofia e linguística, tornando suas ideias mais abertas e abrangentes.

O principal ponto da teoria de Lacan é a linguística, pois ele acredita que para compreender o ser humano, seu inconsciente e psique, é necessário entender sua linguagem. Dessa forma, o psicólogo entende que a representação de algo é mais importante do que a coisa em si.

Lacan, portanto, amplia as ideias de Freud, que eram focadas em pessoas e histórias individuais, e considera o contexto da linguagem em que as pessoas vivem e a cultura em que estão inseridas. Além disso, a psicanálise lacaniana também se concentra no desejo inconsciente.

Nas sessões de psicanálise lacaniana, há muito diálogo, mas o tratamento é menos rígido do que na linha de Freud. A ideia é que, ao tentar buscar as palavras que explicam o sofrimento de forma verbal, o paciente possa ter clareza sobre sua origem e ser curado no futuro. O que é falado não é limitado, e as relações com aspectos culturais e linguísticos são exploradas.

 

Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)

A abordagem centrada na pessoa, desenvolvida por Carl Rogers, coloca o paciente no centro de sua própria história, baseando-se nos princípios humanistas da psicologia.

Segundo esta teoria, todas as pessoas buscam o crescimento e desenvolvimento pessoal, e o foco da terapia é o acolhimento, permitindo ao paciente explorar suas questões por meio do diálogo. O objetivo é que o paciente se torne cada vez mais autônomo e capaz de lidar com suas questões de forma eficaz.

Esta abordagem é conhecida por ser uma terapia breve e colaborativa, em que o profissional auxilia o paciente a tomar suas próprias decisões e a encontrar suas próprias respostas. As sessões envolvem um diálogo aberto e sincero sobre questões específicas, permitindo que o paciente explore seus sentimentos e encontre soluções para seus problemas.

A palavra-chave desta abordagem é a autonomia, que é incentivada para que o paciente possa se colocar no centro de sua própria vida e seguir em frente com confiança.

 

Psicodrama

O Psicodrama, criado por Jacob Levy Moreno, é uma abordagem da psicologia que se concentra na relação entre as pessoas. É parte da Socionomia, que é o estudo das leis que governam os grupos humanos.

Com três conceitos combinados, o objetivo do Psicodrama é estudar, identificar e tratar as relações entre os indivíduos. Embora inicialmente tenha sido criado para terapia em grupo, com o tempo, o Psicodrama foi adaptado para sessões individuais.

As sessões envolvem ações, ou seja, representações que visam estimular a compreensão do paciente sobre o mundo e sobre si mesmo. O objetivo é proporcionar algo concreto e, portanto, as sessões vão além da fala, incluindo dinâmicas e exercícios. Por exemplo, o Átomo Social, no qual as pessoas ao redor do paciente são representadas por desenhos, objetos ou qualquer outra forma.

Normalmente, as sessões começam com exercícios de aquecimento (fase 1), seguidos de dramatização (fase 2) e compartilhamento (fase 3), onde há uma conversa sobre a representação que foi realizada.

 

Fenomenologia

A Fenomenologia é uma corrente filosófica que sustenta a análise psicológica conhecida como psicologia fenomenológica existencial. Embora não seja exatamente uma abordagem da psicologia, seus principais teóricos incluem Husserl, Sartre, Kierkegaard e Martin Heidegger.

A fenomenologia parte da ideia de que a pessoa está relacionada ao mundo à sua volta e, portanto, se algo acontece é porque ela tomou consciência disso. Nesta linha, o objetivo do psicólogo é auxiliar o paciente a viver uma vida autêntica, dentro da perspectiva de vida de cada indivíduo.

A Fenomenologia também enfatiza a importância da Epoché fenomenológica, que é o distanciamento do profissional de suas hipóteses para que o paciente possa interpretar o fenômeno. O papel do psicólogo é auxiliar no desdobramento do acontecimento para que o próprio indivíduo chegue às conclusões.

Durante as sessões, é comum que o paciente fale mais sobre os fenômenos, enquanto o psicólogo se distancia e faz perguntas. Os questionamentos são fundamentais para que a pessoa entenda como as questões trazidas afetam a sua vida.

A Fenomenologia entende o ser humano de maneira completa e contribui para que o paciente possa fazer escolhas de acordo com suas crenças, independentemente de serem consideradas “certas ou erradas” ou “boas ou ruins”.

 

Análise Bioenergética

A Análise Bioenergética é uma abordagem criada por Alexander Lowen, baseada nos preceitos da proposta reichiana de Wilhelm Reich. Essa abordagem leva em consideração tanto os fatores psíquicos quanto a observação do corpo.

Durante a sessão de Análise Bioenergética, é utilizada a linguagem verbal, mas não é considerada como o único fator determinante para o trabalho da psicoterapia. Os profissionais que trabalham com essa abordagem analisam tudo, tendo uma visão holística do paciente, incluindo sua postura, olhares, dores e tensões no corpo. A Análise Bioenergética parte da premissa de que há uma interligação entre o corpo e a mente, e ambos são analisados e trabalhados.

Durante uma sessão, a conversa é o ponto de partida para que o profissional possa relacionar as questões do paciente com seus comportamentos e mudanças corporais. Por exemplo, se o paciente olha de uma maneira diferente para o psicólogo ou faz um gesto específico ao falar de algo, é possível estabelecer uma relação entre o que é dito e o sinal corporal, a fim de entender como o assunto abordado faz a pessoa se sentir.

 

Behaviorismo

O behavorismo é uma filosofia criada por John B. Watson e aprimorada por Burrhus Frederic Skinner, que deu origem a abordagens psicológicas focadas no comportamento humano. Essas abordagens consideram que os fatores psicológicos que influenciam as ações são importantes, e que mente e corpo estão interligados.

Para o behavorismo, o comportamento é uma interação com o ambiente e as pessoas ao redor, e essa interação tem o poder de influenciar e transformar o ser humano e vice-versa.

Durante as sessões, a conversa é aberta e não há livre associação, como na psicanálise. Os exercícios propostos são personalizados para o comportamento de cada indivíduo, e o objetivo é ajudar o paciente a observar e compreender as raízes de seus comportamentos, buscando o autoconhecimento como chave para o processo terapêutico.

 

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)

É uma abordagem criada pelo neurologista e psiquiatra Aaron Beck, que busca entender a relação entre a forma como as pessoas compreendem os acontecimentos e os comportamentos que delas decorrem. A TCC se baseia na ideia de que a forma de pensar e interpretar a realidade impacta nas emoções e comportamentos, e busca gerar mudanças em padrões de pensamentos automáticos e disfuncionais.

Durante as sessões, o diálogo é utilizado para entender as crenças nucleares do paciente, que são formadas a partir da sua história de vida e desenvolvimento, e para ressaltar seus pensamentos e comportamentos disfuncionais. A TCC é um tratamento geralmente mais rápido e preciso, que auxilia o paciente a quebrar o fluxo repetitivo de pensamentos e emoções, proporcionando mais autocontrole em relação às questões disfuncionais.

 

Psicodinâmica

A abordagem psicodinâmica é composta por técnicas provenientes de outras abordagens terapêuticas, que têm como objetivo lidar com questões que muitas vezes não são explícitas no comportamento ou fala do paciente. Entre elas, destacam-se a psicanálise e a terapia junguiana.

A psicodinâmica tem como base a teoria psicanalítica, mas há uma evolução em relação às teorias ortodoxas de Freud, como, por exemplo, o uso menos frequente do divã. Nas sessões, o foco é destacar o que é desconfortável para o paciente, e a “cura pela fala”, levando em conta o inconsciente, é a abordagem utilizada.

A partir do conceito de associação livre, durante as sessões, o paciente é encorajado a falar livremente sem muitas interrupções, permitindo que o psicólogo entenda gradualmente os problemas que a pessoa enfrenta e intervenha quando necessário.

 

Analítica Junguiana

A psicologia analítica Junguiana foi criada por Carl Gustav Jung, um psiquiatra e discípulo de Freud que acabou seguindo um caminho próprio após discordar de alguns pontos da teoria de seu mestre, principalmente em relação à compreensão do consciente e inconsciente. Na abordagem Junguiana, a energia psíquica é entendida de forma diferente, e há conceitos importantes como a autorregulação da psique, a individuação, os complexos e a compreensão simbólica.

Durante as sessões, tanto o paciente como o psicólogo participam ativamente, e a arte e os sonhos têm um espaço importante, sem que essa linha teórica seja colocada em um lugar excessivamente místico. Além disso, podem ser propostos exercícios para trabalhar com os sonhos.

 

Gestalt-Terapia

A Gestalt-Terapia é uma abordagem importante da psicologia que surgiu entre 1940 e 1950, criada por um grupo de sete intelectuais, com destaque para Fritz Pearls. Essa linha teórica enfatiza uma abordagem holística que analisa os aspectos físicos, mentais e espirituais como interligados e indivisíveis. O indivíduo é visto como uma totalidade e trabalhado nessa perspectiva, o que inclui suas falas, sentimentos e comportamentos.

A Gestalt-Terapia é uma abordagem humanista que acredita na capacidade das pessoas de se autorregularem e se desenvolverem. Durante as sessões, é essencial que o paciente se conecte consigo mesmo e crie estratégias para lidar com determinadas situações.

As sessões são dinâmicas e com participação ativa de ambos os lados. O psicólogo busca provocar o paciente para que ele reflita sobre suas ações e perceba aspectos que não compreenderia de outra forma. O profissional também observa os movimentos, a fala, a postura e o olhar do indivíduo e, por meio de perguntas específicas, cria hipóteses que serão testadas ao longo do processo.

Além disso, a Gestalt-Terapia conta com alguns exercícios clássicos que podem ser aplicados nas sessões.

 

Em resumo, o processo de decidir fazer terapia pode ser complexo devido aos preconceitos e informações equivocadas que circulam sobre o assunto, bem como a diversidade de abordagens na psicologia. Para aproveitar ao máximo a psicoterapia, é necessário buscar informações, conversar com profissionais e escolher o psicólogo certo. Um conteúdo com linguagem acessível pode auxiliar na escolha da abordagem mais adequada para atender às necessidades do momento. É importante entender o conceito de abordagens da psicologia antes de discutir as principais, a fim de compreender a importância dessas abordagens.

Conheça mais sobre o nosso trabalho em: exitopsicologia.com.br

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa de ajuda? Fale com a Êxito